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Diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo e regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal, Abel Rocha é um especialista em ópera cuja dedicação a este gênero não o afastou de outras formas do fazer musical. Pelo contrário: sua posição de destaque no cenário brasileiro se deve justamente a uma atuação versátil e diversificada, assinado a direção musical de diferentes espetáculos cênicos, tais como balés e peças de teatro, além de uma marcante passagem pela música popular, em diversos shows e musicais.

Com intensa atuação no universo operístico, foi o responsável pela regência e direção musical de diversos títulos dos mais importantes compositores do gênero, do barroco de Monteverdi à modernidade de Schönberg e Debussy , passando por Handel, Mozart , Rossini, Donizetti, Verdi, Bizet e Puccini, entre outros. Realizou a estreia mundial de títulos brasileiros como Anjo Negro, de João Guilherme Ripper, e A tempestade de Ronaldo Miranda, tendo trabalhado ainda como diretor de voz e maestro residente da Cia. Brasileira de Ópera.

Entre 2004 e 2009, teve atuação marcante como diretor artístico e regente titular da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, onde empreendeu um profundo trabalho de reestruturação artística e administrativa, que obteve enorme repercussão e reconhecimento na cena clássica brasileira.

Em sua atividade como regente orquestral, nos últimos anos Abel Rocha conduziu diversos programas sinfônicos, à frente das mais importantes orquestras brasileiras, tais como a Sinfônica Brasileira (OSB), Sinfônica de Porto Alegre, Nova Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (Brasília), Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Experimental de Repertório (OER), entre outras. Em 2010, estreou como regente convidado frente à Orquestra Sinfônica do SODRE, de Montevidéu.

Paralelamente aos inúmeros compromissos, desde 1983 Abel Rocha dirige o coral Collegium Musicum de São Paulo, grupo que, com 43 anos de atividade, vem reafirmando cada vez mais sua versatilidade e seu ecletismo, frequentemente convidado a participar de programas de televisão e rádio, espetáculos teatrais, concertos sinfônicos e óperas, além de manter a produção de seus próprios concertos, encontros e festivais.

Além da carreira artística, Abel Rocha é também prestigiado por sua atuação pedagógica, sendo um dos mais requisitados professores de regência do país. Foi professor e regente em diversos festivais de música.

Formado pela Unesp, Abel Rocha realizou especialização em regência de ópera na Robert-Schumann Musikhochschule de Düsseldorf, Alemanha, tendo posteriormente obtido seu doutorado pena Unicamp a partir de sua pesquisa sobre a interpretação moderna da ópera L’Orfeo, de Claudio Monteverdi. Durante os anos de formação foi orientado por Hans Kast, Roberto Schnorrenberg e Eleazar de Carvalho.