artistas | diretores cênicos | André Heller

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r e p e r t ó r i o
w e b s i t e
a s s i s t i r  

Ganhador, por dois anos consecutivo, do Prémio Carlos Gomes de melhor diretor cênico de ópera, o carioca André Heller-Lopes é dono de uma trajetória ímpar no Brasil. Espetáculos como Diário do Desaparecido e Savitri (CCBB-SP e DF) foram apontados como "um dos espetáculos do ano" (O Jornal O Globo); enquanto que Ariadne em Naxos (TMSP), "...impactante, simples, arrojado e bem-humorado" (Folha de SP) e "demonstra ser possível inovar com bom senso e bom gosto” (O Estado de SP). Sua mais recentemente encenação, Tosca no Kleinesfestpielhaus (Haus für Mozart), em Salzburgo, foi descrita como um “retumbante sucesso”, colhendo elogios de pública e critica.

Especializado em ópera, recebeu o título de Doutor (PhD) pelo Kings College de Londres, num trabalho inédito sobre a Ópera Nacional brasileira, entre 1857 e 1863. Sua monografia de Mestrado, entitulada Vozes Brasileiras, igualmente abordou o universo operístico brasileiro do século XIX, debruçando-se de forma detalhada sobre a vida de cantoras líricas européias que vinham ao Brasil entre 1844 e 1852. Desde 1996, é Professor do Departamento Vocal a Escola de Música da UFRJ. Em 2003 tornou-se Coordenador de Ópera da Prefeitura do Rio, desenvolvendo extensa programação dedicada ao público jovem, atualmente no seu sétimo ano consecutivo.

No Brasil destacam-se suas encenações para espetáculos tão diversos como os ciclos ‘Palavras Brasileiras’, ‘Viva Verdi’ e ‘Portinari: Música e Poesia’ (CCBB RJ e SP), Samson et Dalila, Andrea Chenier e La Fille du Régiment (TMSP) e Idomeneo (TMRJ), Cavalleria Rusticana e A Ópera dos 3 Vinténs (FAO), Mozart & Salieri (Festival de Campos do Jordão), Der Schauspieldirektor (OSB), Falstaff e Der Rosenkavalier (OSESP), Der Zwerg (OPS). Idealizou ainda criação de novas óperas brasileiras (Caixeiro da Taverna, Domitila, Anjo Negro).

André Heller-Lopes, trabalhou na San Francisco Opera, Metropolitan Opera de NY e Royal Opera House (Londres) e Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa). Ao longo de 2 temporadas no Covent Garden, dirigiu O Imperador de Atlantis (Viktor Ullmann) e Diário do Desaparecido (Janácek), trabalhando ainda na equipe de direção de 15 óperas com artistas como Domingo, Mattila, Villazon, Graham, Terfel, Hampson, Hvorostovsky, Allen, Ramey, e ao lado de diretores como Copley, K. Warner, Miller, Martone ou Armfield. Mais recentemente dirigiu O Barbeiro de Sevilha (Iford Arts Summer Festival, UK); Yerma in concert de Villa-Lobos (Berlim/Lisboa/Paris); além de Dido & Aneas, Trouble in Tahiti, L’Occasione fa Il ladro e Hansel & Gretel (Teatro Nacional de São Carlos, Lisboa) e Tosca (Kleinesfestspielhaus, Salzburg).

Dentre seus compromissos futuros destacam-se novas produções de Nabucco (Palácio das Artes de Belo Horizonte, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Festival Amazonas de Ópera e Theatro Municipal de São Paulo), Die Walküre (Theatro Municipal de São Paulo) e a estréia brasileira de A Midsummer’s Night Dream, projeto ganhador do Britten 100 Award e que será co-produzido pela OSESP e pelo Teatro Nacional de São Carlos.

Referências

Artistas com quem já trabalhou

Maestros:

Antonio Pappano, David Sirus, Luiz Fernando Malheiro, Paul Geminiani, Philippe Augin, Sir Colin Davis, Stephane Denéve e Thomas Ades.


Cantores:
SOPRANOS: Anna Schwanewillns, Andréa Ferreira, Amanda Roocroft, Ângela Gheorghiu, Céline Imbert, Cláudia Riccitelli, Diana Damrau, Edna d’Oliveira, Karita Mattila, Katarian Dalayman, Lisa Gasteen, Maria Guleghina, Nelly Miricioiu, Nuccia Focile, Ruth Staerke, Stefania Bonafenelli, Tatiana Monogarova, Violeta Urmana entre outras.

MEIO SOPRANOS: Cristine Rice, Ekaterina Gubanova, Felicity Plamer, Kristine Jepson, Liora Grodnikaite, Luciana Bueno, Marie Anne Todorovich, Susan Graham entre outras.

CONTRA TENORES: Paulo Mestre e Lawrence Zazzo.

TENORES: Andrew Kennedy, Charles Castronovo, Fernando Portari, Ian Bostridge, Marco Berti, Philip Landridge, Placido Domingo, Robert Tear, Salvatore Licitra entre outros.

BARÍTONOS: Ambrogio Maestri, Brian Leerhuber, Christopher Maltmann, Lício Bruno, Paulo Szot, Simon Keenlyside, Thomas Allen e Thomas Hampson.

BAIXOS: Ferrucio Fulanetto, François Loup, Roberto de Candia e Samuel Ramey.

Diretores:
Christof Loy, Daniel Helfgot, Jonathan Miller, John Copley, John Cox, Keith Warner, Leon Major, Neil Armfield, Patrizia Frini, Richard Eyre, Tom Cairms entre outros.

 

Críticas

07/10/2001 – L’Oca del Cairo – Teatro São Pedro – SP
“ …foi boa a idéia de André Heller de usar como suporte uma outra ópera, Der Schauspieldirektor (O Empresário), sobre as dificuldades de um diretor de teatro com as divas temperamentais que quer contratar para a sua companhia."

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 12/10/2001




06/11/2001 – Ciclo Viva Verdi – Centro Cultural Banco do Brasil – SP
“Foram quatro recitais encenados, com os quais o diretor André Heller homenageou o centenário de morte de Giuseppe Verdi: páginas de todas as óperas do compositor foram selecionadas, de modo a reconstituir as etapas de evolução de sua carreira. Dispositivo cênico simples e marcações eficientes sugeriam a ambientação de cada trecho, dando movimentação e encadeamento ao concerto. Funcionou bem a idéia de Heller de interligar os números com trechos das cartas de Verdi, lidas pelos veteranos cantores Andréa Ramus, como o compositor, e Nisa de Castro Tank, no papel de Giuseppina Strepponi, sua segunda mulher."

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 09/11/2001


01/08/2003 – Anjo Negro – Centro Cultural Banco do Brasil – SP
“Usando cortinas transparentes que dividem os ambientes e sugerem espaços mais amplos, Heller soube fazer evoluir nesse espaço pequeno, às vezes com a solenidade hierática que convém ao clima onírico da peça de Nelson, um elenco que se destaca pela homogeneidade e o bom desempenho cênico.”

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 01/08/2003


03/06/2006 – Andrea Chénier – Orquestra Experimental de Repertório, TMSP
“Foram, portanto, engenhosas e criativas as soluções encontradas por André Heller-Lopes …”

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 07/06/2006


22/07/2006 – Mozart e Salieri – Auditorio Claudio Santoro, Campos do Jordão, SP
“Mozart e Salieri , de Nikolai Rimski-Korsakov, encenada sábado no Festival de Campos do Jordão, foi entrelaçada a obras dos dois compositores …. O que, no “concerto cênico” concebido por André Heller-Lopes, poderia parecer uma mixórdia, funcionou surpreendentemente bem, constituindo um espetáculo fluente e emocionante.”

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 26/07/2006

Repertório

ópera

BIZET, G.: La Tragedie de Carmen (Bizet/Constant)

BRITTEN, B.: The Rape of Lucretia

DONIZETTI, G.: Lucia di Lammermoor

GLASS, P.: Orphée

JANÁCEK: The Diary of the one who Disapeared

MOZART: Così fan tutte, Don Giovanni, Le Nozze di Figaro, L’Oca del Cairo, Der Schauspieldirektor

RIPPER, J.G.: Anjo Negro (1a. audição), Domitila (1ª Audição)

SONDHEIM, S.: Sweeney Todd

WEBER, C.M.v: Der Freischütz

WEILL, K.: Die Dreigroschenoper

ULLMANN, V.: Der Kaiser von Atlantis

VERDI, G.: Un Ballo in Maschera, La Forza del Destino, La Traviata


outras óperas em repertório

BELLINI, V.: I Capuletti ed i Montecchi, Norma

BIZET, G.: Les Pêcheurs des Perles

DONIZETTI, G.: Anna Bolena, Il Campanello, Don Pasquale, L’Elisir d’Amore, Lucrezia Borgia, Maria Stuarda, Roberto Devereux

MOZART, W.A.: Die Zauberflöte

ROSSINI, G.: La Cenerentola

música de câmera

BRITTEN, B.:
The Canticles

DEBUSSY. C.: 5 Poémes de Baudelaire

MAHLER, G.: Kindertotenlieder, Lieder eines Fahrenden Gessellen, Das Lied von der Erde, Rückert Lieder

STRAUSS, R.: Vier Letzte Lieder

WAGNER, R.: Wesendock Lieder