artistas | diretores cênicos | André Heller

r e f e r ê n c i a s
c r í t i c a s
r e p e r t ó r i o
w e b s i t e
a s s i s t i r  

Nascido em 1971, o diretor André Heller reside atualmente em Londres. Ao longo de três temporadas (2003/04-2005/06) foi contratado da Royal Opera House, Covent Garden; o primeiro diretor cênico a participar do “Vilar Young Artist Programme”. Em 2001, foi o primeiro brasileiro a participar do "Merola Opera Program" da San Francisco Opera, trabalhando, entre outros, com John Copley, cuja produção de “Così fan Tutte” remontou para a turnê americana do Western Opera Theatre e junto ao qual estagiou, em 2002, na produção de "Il Pirata", para o Metropolitan de Nova York. Atualmente completa seu PHD no King´s College de Londres., sobre o tema ópera e liteeratura no século XIX.

No Covent Garden dirigiu, as óperas  “O Imperador de Atlantis” (Ullmann) e “O Diário do Desaparecido” (Janácek) , e trabalhou na equipe de direção de mais de 15 óperas, com o diretores internacionais como J. Copley, K. Warner, M. Martone, J. Cox, J. Miller, C. Loy ou N. Armfiled;  em elencos estrelados por nomes como Domingo, Mattila, Terfel, Hampson, Kvorostovsky, Allen, e Ramey.

No Brasil, destacou-se na montagem de um repertório variado em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília ou Manaus, abrangendo desde a ópera até a música de câmara, muitas vezes desenvolvendo também roteiros, figurinos, cenários ou desenhos de luz.

Entre as suas principais realizações poderiam destacar-se “A Ópera dos Três Vinténs” (Weill); a premiére brasileira de “The Canticles” (Britten) e de “L'Oca del Cairo” (Mozart); e uma versão cênica dos “Kindertotenlieder” (Mahler).  Menção especial merecem todavia as produções de “Cavalleria Rusticana” (Mascagni) para o Festival Amazonas de Ópera -- apresentada ao ar livre para mais de 20.000 pessoas -- e novas óperas brasileiras.  “Anjo Negro” (J.G.Ripper), foi a primeira ópera a ser baseada em Nelson Rodrigues e a ópera de câmera “Domitila”, do mesmo compositor recebeu o Prêmio APCA/2001. Foi indicado ao prêmio Carlos Gomes, em 2003.

Dirigiu recentemente elogiadas novas produções de “Andréa Chenier” (Giordano) e "La Fille du Regiment"  (Donizetti) para o Teatro Municipal de São Paulo e “Mozart & Salieri” (R.-Korsakov) para o Festival de Campos do Jordão; no Theatro Municipal do Municipal do Rio, dirigiu “Idomeneo”  e “Der Schauspieldirektor” (Mozart). Suas montagens de “Une Education Manquée” (Chabrier), “Diário do Desaparecido” e “Savitri” (Holst) foram destacadas pela critica como “um dos espetáculos do ano” (O Globo).

Dentre seus projetos futuros estão novas produções de “Dido & Aeneas” (Purcell) e “Samson et Dalila” (Saint-Sãens), “Il Tabarro” e “I Pagliacci”, e “La Bohéme”.
Referências

Artistas com quem já trabalhou

Maestros:

Antonio Pappano, David Sirus, Luiz Fernando Malheiro, Paul Geminiani, Philippe Augin, Sir Colin Davis, Stephane Denéve e Thomas Ades.


Cantores:
SOPRANOS: Anna Schwanewillns, Andréa Ferreira, Amanda Roocroft, Ângela Gheorghiu, Céline Imbert, Cláudia Riccitelli, Diana Damrau, Edna d’Oliveira, Karita Mattila, Katarian Dalayman, Lisa Gasteen, Maria Guleghina, Nelly Miricioiu, Nuccia Focile, Ruth Staerke, Stefania Bonafenelli, Tatiana Monogarova, Violeta Urmana entre outras.

MEIO SOPRANOS: Cristine Rice, Ekaterina Gubanova, Felicity Plamer, Kristine Jepson, Liora Grodnikaite, Luciana Bueno, Marie Anne Todorovich, Susan Graham entre outras.

CONTRA TENORES: Paulo Mestre e Lawrence Zazzo.

TENORES: Andrew Kennedy, Charles Castronovo, Fernando Portari, Ian Bostridge, Marco Berti, Philip Landridge, Placido Domingo, Robert Tear, Salvatore Licitra entre outros.

BARÍTONOS: Ambrogio Maestri, Brian Leerhuber, Christopher Maltmann, Lício Bruno, Paulo Szot, Simon Keenlyside, Thomas Allen e Thomas Hampson.

BAIXOS: Ferrucio Fulanetto, François Loup, Roberto de Candia e Samuel Ramey.

Diretores:
Christof Loy, Daniel Helfgot, Jonathan Miller, John Copley, John Cox, Keith Warner, Leon Major, Neil Armfield, Patrizia Frini, Richard Eyre, Tom Cairms entre outros.

 

Críticas

07/10/2001 – L’Oca del Cairo – Teatro São Pedro – SP
“ …foi boa a idéia de André Heller de usar como suporte uma outra ópera, Der Schauspieldirektor (O Empresário), sobre as dificuldades de um diretor de teatro com as divas temperamentais que quer contratar para a sua companhia."

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 12/10/2001




06/11/2001 – Ciclo Viva Verdi – Centro Cultural Banco do Brasil – SP
“Foram quatro recitais encenados, com os quais o diretor André Heller homenageou o centenário de morte de Giuseppe Verdi: páginas de todas as óperas do compositor foram selecionadas, de modo a reconstituir as etapas de evolução de sua carreira. Dispositivo cênico simples e marcações eficientes sugeriam a ambientação de cada trecho, dando movimentação e encadeamento ao concerto. Funcionou bem a idéia de Heller de interligar os números com trechos das cartas de Verdi, lidas pelos veteranos cantores Andréa Ramus, como o compositor, e Nisa de Castro Tank, no papel de Giuseppina Strepponi, sua segunda mulher."

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 09/11/2001


01/08/2003 – Anjo Negro – Centro Cultural Banco do Brasil – SP
“Usando cortinas transparentes que dividem os ambientes e sugerem espaços mais amplos, Heller soube fazer evoluir nesse espaço pequeno, às vezes com a solenidade hierática que convém ao clima onírico da peça de Nelson, um elenco que se destaca pela homogeneidade e o bom desempenho cênico.”

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 01/08/2003


03/06/2006 – Andrea Chénier – Orquestra Experimental de Repertório, TMSP
“Foram, portanto, engenhosas e criativas as soluções encontradas por André Heller-Lopes …”

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 07/06/2006


22/07/2006 – Mozart e Salieri – Auditorio Claudio Santoro, Campos do Jordão, SP
“Mozart e Salieri , de Nikolai Rimski-Korsakov, encenada sábado no Festival de Campos do Jordão, foi entrelaçada a obras dos dois compositores …. O que, no “concerto cênico” concebido por André Heller-Lopes, poderia parecer uma mixórdia, funcionou surpreendentemente bem, constituindo um espetáculo fluente e emocionante.”

Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 26/07/2006

Repertório

ópera

BIZET, G.: La Tragedie de Carmen (Bizet/Constant)

BRITTEN, B.: The Rape of Lucretia

DONIZETTI, G.: Lucia di Lammermoor

GLASS, P.: Orphée

JANÁCEK: The Diary of the one who Disapeared

MOZART: Così fan tutte, Don Giovanni, Le Nozze di Figaro, L’Oca del Cairo, Der Schauspieldirektor

RIPPER, J.G.: Anjo Negro (1a. audição), Domitila (1ª Audição)

SONDHEIM, S.: Sweeney Todd

WEBER, C.M.v: Der Freischütz

WEILL, K.: Die Dreigroschenoper

ULLMANN, V.: Der Kaiser von Atlantis

VERDI, G.: Un Ballo in Maschera, La Forza del Destino, La Traviata


outras óperas em repertório

BELLINI, V.: I Capuletti ed i Montecchi, Norma

BIZET, G.: Les Pêcheurs des Perles

DONIZETTI, G.: Anna Bolena, Il Campanello, Don Pasquale, L’Elisir d’Amore, Lucrezia Borgia, Maria Stuarda, Roberto Devereux

MOZART, W.A.: Die Zauberflöte

ROSSINI, G.: La Cenerentola

música de câmera

BRITTEN, B.:
The Canticles

DEBUSSY. C.: 5 Poémes de Baudelaire

MAHLER, G.: Kindertotenlieder, Lieder eines Fahrenden Gessellen, Das Lied von der Erde, Rückert Lieder

STRAUSS, R.: Vier Letzte Lieder

WAGNER, R.: Wesendock Lieder