Natural do Rio de Janeiro e formado em Letras (Português-Inglês) pela Universidade Santa Úrsula, R.J., o tenor Paulo Queiroz estudou no Brasil com Eliane Sampaio, a quem deve sua formação técnica, e com Eduardo Janho-Abumrad. Completou sua formação como bolsista da Musikhochschule de Munique, na Alemanha, com a soprano norte-americana Reri Grist, e se aperfeiçoou com o tenor Nicolai Gedda, na Opéra de Nice, na França. Em 1995 recebeu uma bolsa da Fundação VITAE para aprimorar seus estudos vocais com Franco Iglesias nos Estados Unidos. Fez sua estréia profissional cantando o oratório Messias de Handel, obra que marcou seu début no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência de David Machado, onde se apresentou em várias óperas e concertos entre 1993 e 1998 (Narraboth na Salome de R. Strauss, Camilo de Rossillon na Viúva Alegre de Franz Lehár, Les Noces de Stravinsky, entre outros). Desde 2000 tem se apresentado com sucesso de crítica em inúmeras produções do Theatro Municipal de São Paulo, como La Forza del Destino (Trabuco), La Traviata (Gastone), Le Nozze di Figaro (Don Basilio), Os Contos de Hoffmann (Spalanzani) e Salome (Narraboth). Intérprete versátil e dono de voz de grande flexibilidade, tem se destacado no cenário lírico brasileiro como um dos melhores cantores-atores de sua geração, já tendo sido dirigido por nomes como Aidan Land, José Possi Neto, Jorge Takla, Ana Carolina, Alberto Renault, André Heller-Lopes e Alberto Felix Alberto, entre outros. Dominando seis idiomas (português, inglês, francês, alemão, italiano e espanhol) e com estudos em russo, tcheco, finlandes, sueco, norueguês, desenvolve também trabalho de "coach" lingüistico para cantores, tendo feito a transliteração da obra The Bells de Rachmaninoff apresentada no Theatro Municipal de São Paulo em 2007. Devido a sua grande facilidade para idiomas, apresenta-se também como recitalista, com repertório camerista em 11 idiomas ao lado dos pianistas Larry Fountain, Marizilda Hein e Fábio Bezuti, tendo se especilaizado em compositores anglo-americanos (Britten, Quilter, Copland, Barber, Rorem) e escandinavos (Sibelius, Grieg, de Frumerie, Sjögren). Participou de três primeiras audições brasileiras, tendo criado as partes de tenor da Cantata dos Dez Povos de Jorge Antunes (Teatro Nacional de Brasilia, 1999), da Maria in Coelum de Mário Tavares (Teatro Municipal do Rio de Janeiro, 1998) sob a regência de seus compositores e o papel de Trínculo na ópera A Tempestade de Ronaldo Miranda, sob a regência de Abel Rocha (Teatro São Pedro, São Paulo, 2006). Integram também seu repertório importantes obras sinfônico-corais como a 9a. Sinfonia e Fantasia Coral de Beethoven, Oedipus Rex (Oedipus) de Stravinsky, Magnificat de Bach, Requiem de Gounod, Juditha Triumphans (Vagaeus) de Vivaldi, assim como os papéis de Lensky (Eugene Onegin), D. José (Carmen), Gaspar (Amahl and the Night Visitors), Ägisth (Elektra), Herodes (Salome) , estes dois últimos em preparação. Já trabalhou sob a regência dos maestros David Machado, Tullio Colacioppo, Mário Záccaro, Abel Rocha, Roberto Duarte, Gil Jardim, Reinaldo Censabella, Lutero Rodrigues, Gábor Ötvös, Ira Levin, Rodolfo Fischer, José Maria Florêncio, Jamil Maluf, Isaac Karabtchewsky, John Neschling e Sir Richard Armstrong. Em 2005 estreou no Festival de Ópera do Teatro da Paz, Belém do Pará como o Goro na Madama Butterfly de Puccini, e participou do concerto de Gala do aniversário de 94 anos do Theatro Municipal de São Paulo cantando a obra A Child of Our Time de Michael Tippett sob a regência de Celso Antunes, e se destacou na produção de Candide, de Leonard Bernstein, do Theatro Municipal de São Paulo, cantando os três vilões (Governador/Vanderdendur/Ragotski). Em 2006 se destacou como Incredibile no Andrea Chénier e na remontagem de Le Nozze di Figaro como Don Basilio, ambos no Theatro Municipal de São Paulo. Cantou também o oratório Messias de Handel, na versão Mozart, sob a regência de José Maria Florêncio, também no Theatro Municipal de São Paulo. Em 2007 participou das comemorações do centenário de Camargo Guarnieri cantando o Alamão no Pedro Malazarte à frente da Orquestra Sinfônica de Santo André. Em 2008 se destacou nas produções do Theatro Municipal de São Paulo como o Dr. Caius no Falstaff e como o Mestre de Dança na Ariadne auf Naxos e se apresentou pela primeira vez com a OSESP cantando um dos Judeus na produção da Salome de R. Strauss na Sala São Paulo sob a regência de John Neschling. Em 2009 cantou no Der Rosenkavalier da OSESP (Faninals Haushofmeister e Wirt) sob a regência de Sir Richard Armstrong e foi solista novamente do Messias de Handel (versão Mozart) desta vez com a Orquestra Experimental de Repertório sob a regência de Juliano Suzuki, e da Missa Solene de SantaCecília de Gounod com a OSM sob a regência de Mário Záccaro.
17 de agosto de 2008 – Ariadne auf Naxos – Theatro Municipal de São Paulo – Orquestra Sinfônica Municipal
Barber Berg Bernstein Britten Bruckner Giordano Guarnieri Hindemith Janacek Leoncavallo Massenet Miranda Menotti Mozart Puccini Ravel J. Strauss Rota R. Strauss Saint-Saëns Shostakovitch Stravinsky Verdi Wagner
Antunes Bach Bartók Beethoven Gounod Handel Janacek Mozart Orff Rachmaninoff Stravinsky Tavares
Em Alemão: * Papéis / Obras em estudo
|
||||||||||||||||||