Um dos principais cantores-atores da cena lírica brasileira na atualidade, o tenor Paulo Queiroz colheu aplausos por suas interpretações de Tanzmeister em Ariadne auf Naxos e Dr. Cajus em Falstaff, na temporada 2008 do Municipal de São Paulo, e na Sala São Paulo, participou das apresentações de Salome, em forma de concerto.
Natural do Rio de Janeiro, Paulo Queiroz estudou no Brasil com Eliane Sampaio e Eduardo Janho-Abumrad. Completou sua formação como bolsista da Musikhochschule de Munique, na Alemanha, com o soprano norte-americano Reri Grist, aperfeiçoando-se depois com o tenor Nicolai Gedda na Opéra de Nice, na França. Em 1995, recebeu uma bolsa da Fundação Vitae para aprimorar seus estudos com o professor Franco Iglesias em Nova York.
Fez sua estréia profissional cantando o oratório O Messias, de Händel, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1993 e 1998, voltou diversas vezes ao palco do teatro carioca, em espetáculos como Salome (Narraboth), Die Lustige Witwe (Camille de Rossillon) e Les Noces.
Desde 2000, Queiroz tem se apresentado com sucesso de crítica em inúmeras produções do Teatro Municipal de São Paulo. Entre os papéis que interpretou no teatro estão Trabucco em La Forza del Destino, Gastone em La Traviata, Don Basilio em Le Nozze di Figaro, Spalanzani em Les Contes d'Hoffman e Narraboth em Salome.
Em 2005, estreou no Festival de Ópera do Teatro da Paz, em Belém do Pará, como o Goro em Madama Butterfly. No mesmo ano, participou do concerto de gala pelos 94 anos do Municipal de São Paulo, como solista no oratório A Child of Our Time, de Michael Tippett; integrou ainda o elenco de Candide, de Leonard Bernstein no papel dos três vilões (Governador/Venderdendur/
Ragotski).
No ano seguinte, foi Incredibile em Andrea Chénier e Basilio em Le Nozze di Figaro. Cantou ainda O Messias, na versão Mozart, também no Municipal paulistano. Em 2007, interpretou o personagem Alamão na ópera Pedro Malazarte, de Camargo Guarnieri, em homenagem da Orquestra Sinfônica de Santo André pelo centenário do compositor.
Entre os personagens que integram seu repertório estão Lensky em Eugene Onegin, Gaspar em Amahl and The Night Visitors, Ägisth em Elektra, Herodes em Salome e Mime em Das Rheingold e Siegfried , estes dois últimos em preparação. Também se dedica ao repertório sinfônico, solando em obras como a 9ª Sinfonia e a Fantasia Coral, de Beethoven; Magnificat de Bach; Réquiem de Gounod; e Juditha Triumphans, de Vivaldi.
Participou de três primeiras audições brasileiras, tendo criado as partes de tenor da Cantata dos Dez Povos, de Jorge Antunes, no Teatro Nacional de Brasilia; da Maria in Coelum, de Mário Tavares, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ambas sob a regência de seus compositores; e o papel de Trínculo na ópera A Tempestade, de Ronaldo Miranda, no Theatro São Pedro de São Paulo.
Fluente em seis idiomas, Queiroz apresenta-se também como recitalista, interpretando repertório câmara ao lado dos pianistas Larry Fountain, Marizilda Hein e Fábio Bezuti. Especializou-se em obras de compositores anglo-americanos, como Britten, Quilter, Copland, Barber e Rorem, e escandinavos, como Sibelius, Grieg, de Frumerie e Sjögren. Desenvolve também trabalho de coach linguístico para cantores.
Cantou sob o comando de regentes como David Machado, Tullio Colacioppo, Mário Zaccaro, Abel Rocha, Roberto Duarte, Gil Jardim, Reinaldo Censabella, Lutero Rodrigues, Gábor Ötvös, Ira Levin, Rodolfo Fischer, José Maria Florêncio, Jamil Maluf e John Neschling. Entre os diretores cênicos com quem já trabalhou estão Aidan Lang, José Possi Neto, Jorge Takla, Ana Carolina, Alberto Renault, André Heller-Lopes e Alberto Felix Alberto.
17 de agosto de 2008 – Ariadne auf Naxos – Theatro Municipal de São Paulo – Orquestra Sinfônica Municipal
“O Prólogo da Ariadne... [foi] enriquecido pelo ótimo desempenho de Leonardo Neiva... e de Paulo Queiroz, perfeito vocal e cenicamente como o Mestre de Dança.”
Lauro Machado coelho, O Estado de São Paulo, 21 de agosto de 2008
28 de agosto de 2008 – Salome – Sala São Paulo – OSESP
“E os cantores nacionais integraram-se bem ao conjunto, com destaque para o Pagem de Edinéia de Oliveira, o Primeiro Nazareno de Stephen Bronk e o segundo Judeu de Paulo Queiroz.”
Lauro Machado Coelho, O Estado de são Paulo, 1 de setembro de 2008
5 de abril de 2008 – Falstaff – Theatro Municipal de São Paulo – Orquestra sinfônica Municipal
“Um excelente Dr. Caius, Paulo Queiroz, de voz muito bem projetada...”
Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 9 de abril de 2008
5 de abril de 2008 – Falstaff – Theatro Municipal de São Paulo – Orquestra Sinfônica Municipal
“Paulo Queiroz verlieh dem Dr. Cajus eine komödiantische Note mit sicherer Tenoraler Tongebung.” (“Paulo Queiroz emprestou ao Dr. Caius um tom cômico aliado a uma segura sonoridade de tenor.”
Klaus Billand, Der Neue Merker, Maio de 2008
11 de fevereiro de 2006 – Bodas de Fígaro - Theatro Municipal de São Paulo - Orquestra Sinfônica Municipal
“…um excelente Basílio (Paulo Queiroz), fazendo lamentar ter sido cortada a sua ária do quarto ato; …”
Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 15 de fevereiro de 2006
03 de junho de 2006 – Andrea Chenier – Theatro Municipal de São Paulo – Orquestra Experimental de Repertório
“Credite-se a esta montagem ter sido capaz de reunir elenco de apoio homogêneo e equilibrado: o excelente Incredibile de Paulo Queiroz …”
Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 07 de junho de 2006
09 de agosto de 2005 – Madame Butterfly – Theatro da Paz – Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
“Paulo Queiroz, cuja verve de tenor característico já havia sido testada com sucesso em 2002 como Don Basilio em Le Nozze di Figaro no Theatro Municipal de São Paulo, esbanjou voz e expressão corporal ao expressar sua concepção pessoal do casamenteiro Goro. Com cuidadosa construção de seu personagem, oscilando entre o cômico e o patético, Queiroz logrou estabelecer um paradigma vocal e cênico para futuros intérpretes de Goro.”
Sérgio Casoy, Movimento.com, 12/agosto/2005.
09 de agosto de 2005 – Madame Butterfly – Theatro da Paz – Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
"O Goro de Paulo Queiroz é significativo neste sentido: bem cantado e ao mesmo tempo, na voz e na cena, atento à amoralidade do homem que vende Butterfly ao americano Pinkerton.
João Luiz Sampaio, O Estado de São Paulo, 16/agosto/2005.
12 de setembro de 2005 - A Child of Our Time - Theatro Municipal de São Paulo - Orquestra Sinfônica Municipal
"Extrema delicadeza foi a obtida pelo tenor Paulo Queiroz na tristonha "My dreams are all shattered"
Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 15/setembro/2005.
24 de outubro de 2003 - Salomé - Theatro Municipal de São Paulo - Orquestra Sinfônica Municipal
"Paulo Queiroz e Denise de Freitas fizeram muito bem Narraboth e o Pajem, demonstrando interação um com o outro."
Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 29/outubro/2005.
29 de novembro de 2003 - Os Contos de Hoffmann - Theatro Municipal de São Paulo - Orquestra Experimental de Repertório
"Foram igualmente competentes os papéis de apoio: o desenvolto Spalanzani de Paulo Queiroz - que está se transformando no nosso Piero de Palma".
Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 03/dezembro/2002
21 de julho de 2001 - a Força do Destino - Theatro Municipal de São Paulo - Orquestra Sinfônica Municipal
"No elenco de apoio, destaque-se o Trabuco de Paulo Queiroz, simpático em sua pequena intervenção, a ária A Buon Mercato, no fim do 3º ato.
Lauro Machado Coelho, O Estado de São Paulo, 25/julho/2001
óPERAS
Barber
A Hand Of Bridge (Bill)
Anthony And Cleopatra (Caesar)
Berg
Wozzek (Hauptmann*)
Bernstein
Candide (Governador / Vanderdendur / Ragotski)
Britten
Les Iluminations*
Bruckner
Te Deum*
Giordano
Andrea Chénier (Incredibile)
Guarnieri
Pedro Malazarte (Alamão)
Hindemith
Hin Und Züruck (Robert)
Janacek
Jenufa (Laca)
Lehár
A Viuva Alegre (Camilo de Rossillon)
Leoncavallo
I Pagliacci (Un Contadino)
Massenet
Manon (Guillot de Morfontaine*)
Miranda
A Tempestade (Trínculo)
Menotti
Amahl E Os Visitantes Da Noite (Gaspar)
Mozart
Le Nozze Di Figaro (Don Basílio)
La Clemenza Di Tito (Tito*)
Idomeneo (Idomeneo*/ Arbace*)
Mussorgsky
Boris Godunov (Schuisky*/ Dmitri*)
Offenbach
Les Contes D’hoffmann (Spalanzani)
Puccini
Manon Lescaut (Edmondo)
Madama Butterfly (Goro, Pinkerton)
Tosca (Spoletta)
La Rondine (Prunier*)
Turandot (Pang/ Pong)
Ravel
L’enfant Et Les Sortiléges (Le Petit Vieillard Mathématique/ La Théière/ La Rainette)
J. Strauss
Die Fledermaus (Eisenstein)
Rota
Il Capello Di Paglia Di Firenze (Un Guarda)
R. Strauss
Salome (1º Judeu, 2º Judeu, Narraboth, Herodes*)
Elektra (Ägisth)
Ariadne Auf Naxos (Tanzmeister)
Der Rosenkavalier (Valzacchi*)
Saint-Saëns
Samson Et Dalila (Mensageiro)
Shostakovitch
Lady Macbeth Of Mtsensk (Zinoviy)
Stravinsky
Oedipus Rex (Oedipus)
Tchaikovsky
Yevgeni Onegin (Lensky)
Verdi
La Forza Del Destino (Trabuco)
Macbeth (Malcolm)
La Traviata (Gastone)
Falstaff (Dr. Caius)
Wagner
Der Fliegende Holländer* (Steuermann)
Das Rheingold* (Loge/ Mime)
Siegfried* (Mime)
CONCERTOS
Antunes
Cantata Dos Dez Povos
Bach
Magnificat em Ré Maior
Bartók
Cantata Profana *
Beethoven
Nona Sinfonia
Fantasia Coral
Missa Em Dó Maior *
Gounod
Requiem em Dó Maior
Handel
Messias
Janacek
Missa Glagolítica*
Jenufa (Laca)
Mozart
Missa Da Coroação*
Missa Em Dó Menor*
Requiem*
Orff
Carmina Burana
Rachmaninoff
The Bells *
Stravinsky
Les Noces
Tavares
Maria In Coelum
Tippett
A Child Of Our Time
REPERTóRIO DE CâMARA - CANçôES
Em Alemão:
Brahms, Schubert, Schumann, R. Strauss
Em Finlandês :
Sibelius
Em Francês:
Duparc, Fauré, Poulenc
Em Inglês :
Barber, Copland, Ireland, Niles, Quilter, Rorem, W. Schumann
Em Italiano:
Respighi, Tosti
Em Norueguês :
Grieg
Em Sueco:
de Frumerie, Lindblad, Nordqvist, Rangström, Sibelius, Sjögren, Stenhammar
Em Russo :
Rachmaninoff
* Papéis / Obras em estudo