Na última temporada, o tenor Rubens Medina foi o protagonista de Der Freischütz, encenada no Theatro São Pedro de São Paulo. Cantou ainda Don José em Carmen, em montagem do Centro de Cultura Judaica. Em 2007, cantou Fadinard em Il Capello di Paglia di Firenze, de Nino Rota, no Municipal paulistano.
Nascido em São Paulo, Rubens Medina deu início aos seus estudos de canto sob a orientação de Marcel Klass. Posteriormente, passou a estudar interpretação e técnica vocal com a professora Helly-Anne Caran.
Sua voz de grande potência faz dele o tenor ideal tanto para personagens líricos quanto de maior dramaticidade. No Teatro Municipal de São Paulo, protagonizou as óperas La Bohème, La Traviata, Tosca, I Pagliacci, La Forza del Destino e Il Guarany e Fosca, de Carlos Gomes. No Municipal do Rio de Janeiro, participou de montagens de Il Guarany, La Bohème e Il Tabarro.
Esteve em Nabucco no Memorial da América Latina e em Gianni Schicchi no Teatro do Sesc Ipiranga, em São Paulo. No Teatro do Centro de Convivência Cultural de Campinas, voltou a interpretar Paolo em Fosca, e foi novamente Alfredo em La Traviata no Teatro Guaíra, em Curitiba. Participou ainda, como solista, do espetáculo Tupi Tu És, sob a direção de Ivaldo Bertazzo e do maestro Achille Picchi.
Em 2002, estreou no Festival Amazonas de Ópera, em Manaus, interpretando Turiddu em Cavaleria Rusticana. Em 2003, esteve em Dido e Eneas, no Theatro São Pedro, e na estréia mundial da ópera O Anjo Negro, de João Guilherme Ripper, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo.
Artista integrante da Sociedade Brasileira de Ópera, Medina participou como solista de diversos concertos, em locais como o Municipal de São Paulo, o Parque do Ibirapuera, também na capital paulista, e o Teatro Dom Pedro II, em Ribeirão Preto. Foi indicado ao Prêmio Carlos Gomes como melhor intérprete de ópera.
Além dos personagens líricos, Rubens Medina tem se dedicado também ao repertório sinfônico e de câmara. Em 2001, foi solista na apresentação do Réquiem de Verdi, no Teatro Municipal de São Paulo.
16/10/1997 - Tosca, Teatro Municipal de São
Paulo
"Se você estiver com vontade de ver a montagem da ópera
Tosca de Puccini, atualmente encenada no Teatro Municipal de São
Paulo, não tenha dúvida: escolha uma noite em que cante
o elenco brasileiro. É que, desta vez, nossos cantores estão
bem melhores do que os "importados" pelos patronos. Eles se
apresentam hoje e sexta-feira...Rubens Medina também esteve muito
bem como Mario Cavaradossi. Sente-se confortável no difícil
papel. É que ele tem na garganta um material mais do que suficiente
para desempenhá-lo com um eficaz espiríto apaixonado. Soube
muito bem explorar as facetas líricas e heróicas do personagem,
dando-nos um retrato bastante vivo do pintor."
(J. Jota de Moraes, Jornal da Tarde, 16 de Outubro de 1997)
20/11/1996 - La Traviata, Teatro Municipal de
São Paulo
"O paulista Rubens Medina foi um ótimo partner para Rosana
Lamosa. Ele também é jovem, tem desenvoltura em cena e,
o que é principal, é proprietário voz realmente
bonita.Além do timbre bastante agradável, sua voz apresenta
graves abarítonados que garantem a ela uma imagem máscula
e nada afetada."
(J. Jota de Moraes, Jornal da Tarde, 22 de Novembro de 1996)
22/11/1995 - Il Tabarro, Teatro Municipal de São
Paulo
"Quem entra no Teatro Municipal pela porta dos fundos durante o
ensaio de Il Tabarro, primeira ópera de Il Trittico, começa
a se impressionar com uma voz de tenor. A princípio o timbre
lembra Mario Del Monaco, depois passa para Jon Vickers, Placido Domingo
e todas as vozes masculinas que enriqueceram o canto lírico do
século 20, no registro de tenor dramático ou tenor lírico
spinto, categoria mais cobiçada pelos teatros de ópera.
O fenômeno é brasileiro, mais precisamente paulista, e
se chama Rubens Medina. Rubens tem 28 anos, 1,80 m e um físico
sob medida para Otello, Radamés, Andrea Chenier, Cavaradossi,
Calaf e outros mais... A voz de Rubens Medina é sem sombra de
dúvida, o que se ouviu de melhor no Brasil, nos últimos
anos. E bota últimos nisso. Sua tessitura vai do mais grave ao
ré agudo sem o mínimo esforço. Os portamentos são
executados com a naturalidade dos efeitos. Durante o ensaio, sua voz
era ouvida com nitidez em qualquer ponto da platéia. Dentro de
alguns meses vai dar seu primeiro vôo internacional, cantando
em Malta, é ouvir para crer."
(V.G., Jornal do Brasil, 24 de Junho de 1995)
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Ópera
Leoncavallo
l Pagliacci :: Canio
Mascagni
Cavalleria Rusticana :: Turiddu
Puccini
Tosca :: Mario
Il Tabarro :: Luide
Purcell
Dido and Aeneas :: Eneas
Verdi
La Traviata :: Alfredo
Nabucco :: Ismaele
Requiem De Verdi